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Parte de marquise desaba em prédio de antiga agência da Caixa em Fortaleza

Parte de marquise desaba em prédio de antiga agência da Caixa em Fortaleza Parte da marquise de um prédio onde funcionava uma agência da Caixa Econômica Fe...

Parte de marquise desaba em prédio de antiga agência da Caixa em Fortaleza
Parte de marquise desaba em prédio de antiga agência da Caixa em Fortaleza (Foto: Reprodução)

Parte de marquise desaba em prédio de antiga agência da Caixa em Fortaleza Parte da marquise de um prédio onde funcionava uma agência da Caixa Econômica Federal desabou na manhã desta sexta-feira (6) no Bairro Aldeota, em Fortaleza. O acidente ocorreu por volta de 4h em um edifício entre as ruas Barão de Studart e Dom Expedito Lopes. A agência estava desativada desde maio de 2023, mas era alvo de invasões, furtos e depredações, segundo moradores. Conforme testemunhas, além da depredação, criminosos constantemente furtavam itens e objetos da estrutura do local. De acordo com a polícia, a estrutura do prédio está inteiramente ameaçada. Até o momento, não há registro de vítimas. O trânsito na região também ficou complicado após o acidente. Uma equipe da Polícia Militar foi acionada e está no local. LEIA TAMBÉM: Marido é preso suspeito de matar esposa idosa a facadas Chega a 10 o número de integrantes do CV presos após ameaças no CE "Foi em torno de 4h. Essa situação já vem acontecendo há um bom tempo. Nossa preocupação é que se torne mais insustentável, porque já tivemos situações de gritos aqui dentro do prédio, de pessoas correndo por causa de briga. A gente tem medo de se tornar uma cracolândia, porque o comportamento deles é bem agressivo. Já tivemos situações de moradores aqui do nosso prédio ameaçados por faca (...) O comércio está sendo prejudicado, as portas estão fechando aqui na região, porque as pessoas não estão tendo mais segurança para ficar nesse meio", relatou um morador da região. Acidente foi registrado na madrugada desta sexta (6). Reprodução De acordo com outra testemunha, a polícia já foi ao local em outras situações, a partir de denúncias de moradores. "O problema é que eles me dizem que eles não podem prender as pessoas. Então há o flagrante, mas depois eles se dissipam, se espalham pelo quarteirão e quando a polícia vai embora, meia hora, uma hora depois, todo mundo volta. A gente está de mãos atadas (...) Se a polícia vem e não pode prender, aí fica aqui a minha pergunta como cidadã, o que é que vai ser feito em relação a isso daí?", indaga a moradora. Prédio desativado antes e depois de desabamento de marquise em Fortaleza. Reprodução O receio da população é que a estrutura inteira colapse, além de possíveis retaliações por causa das denúncias realizadas. Ainda conforme outra testemunha, o barulho do desabamento foi alto. Conforme apuração da TV Verdes Mares no local, havia vigilância no prédio, mas os dois profissionais de segurança foram ameaçados e expulsos pelos criminosos que atuam no espaço. Conforme testemunhas, além da depredação, criminosos constantemente furtavam itens e objetos da estrutura do local. Fabiane de Paula/Sistema Verdes Mares (SVM) Uma parte do material caído ocupa calçadas e trecho de uma rua, dificultando a passagem de veículos. Uma equipe da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) também foi acionada. De acordo com a Caixa, o imóvel onde ficava a antiga agência era alugado. Em nota, a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) disse que realizou fiscalização no imóvel e autuou o proprietário pela falta de fechamento e conservação, conforme previsto no Art. 885 do Código da Cidade (Lei Complementar nº 270/2019), que classifica a conduta como infração grave. "A agência reforça que o proprietário do imóvel também já havia sido autuado em setembro por irregularidades relacionadas à conservação da calçada. Em relação a situações envolvendo invasões, furtos e depredações, a Agefis ressalta que a apuração dessas ocorrências é de competência dos órgãos de segurança pública", informou o órgão. Ocorrência de risco de desabamento Segundo moradores, a situação de abandono não é recente. O problema, inclusive, já era monitorado pela Defesa Civil de Fortaleza (DCFor). No dia 29 de outubro, o órgão atendeu a uma ocorrência de risco de desabamento no endereço citado. "No local existe um prédio comercial em aparente estado de abandono, sem portas e janelas e com desprendimento de partes da estrutura em alguns pontos. O perímetro em risco, próximo à calçada com circulação de pedestres, foi isolado com fita zebrada. Já está sendo feita a investigação para identificação do proprietário e posterior notificação", informou a Defesa Civil à época. O g1 solicitou uma nota atualizada para entender o que mudou desde a última vistoria e aguarda retorno. O acidente ocorreu por volta de 4h em um edifício entre as ruas Barão de Studart e Dom Expedito Lopes. Fabiane de Paula/Sistema Verdes Mares (SVM) Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: